O apresentador de TV e empresário Paulo Figueiredo está entre as denúncias protocoladas através da Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta terça-feira (18/2).
Paulo é neto do general João Baptista Figueredo, último presidente da ditadura militar. Ao todo, a PGR denunciou 34 pessoas, entre elas os ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL).
Passo a passo depois de denúncia da PGR
- A denúncia é apresentada através da PGR no âmbito da investigação relatada através do ministro.
- O relator abre o período de 15 dias para os advogados dos denunciados apresentarem defesa prévia e eventuais contestações.
- Se existir contestações a trechos da denúncia, o relator abre vista à PGR responder os perguntas.
- A PGR tem cinco dias para responder as contestações.
- Depois disso, a denúncia volta ao STF, e o relator avalia a acusação e os argumentos da defesa — não existe período para esta análise.
- Quando o caso está apto a julgamento, o relator libera a denúncia para análise da Primeira Turma, que vai julgar o caso e decidir se transforma os denunciados em réus ou não.
- Se a denúncia for aceita, é aberta uma ação penal e começa a fase de contraditório, coleta de provas e de depoimentos de testemunhas de defesa e acusação.
Na denúncia, a PGR acusa Figueiredo de ter “plena ciência” das ações que estavam sendo planejadas e de antecipar, em transmissão realizada em 28 de novembro de 2022, a existência da Carta ao Comandante, escrita para convencer o povo e as Forças Armadas sobre golpe, que seria exposta no dia seguinte.
“O apresentador chegou a afirmar que obteve acesso a um rascunho da carta e complementou, como forma de incitar tanto consenso de descontentamento”, alega a PGR.
“O influenciador buscou forjar um cenário de coesão dentro do Exército Brasileiro sobre a necessidade da intervenção armada, retratando os dissidentes como desertores, merecedores de repúdio pessoal e virtual. Aderiu, pois, ao projeto golpista da organização criminosa, do qual tinha ciência prévia, e instrumentalizou a sua condição de comunicador para provocar a cooptação do Alto Comando do Exército ao movimento golpista”, diz segmento da denúncia.
Figueiredo também foi indiciado por expor, na mesma transmissão, os nomes de comandantes militares do Nordeste, Sudeste e Sul que se posicionavam contra a ação.
Pronunciamento
Paulo Figueiredo se manifestou na rede social X sobre o assunto, ironizando a denúncia e falando ser perseguido. A conta do empresário foi “retida no Brasil em resposta a uma demanda legal”.
Com informações Metropoles