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CPMI do INSS: presidente dá bronca prévia em jornalistas; entenda

27 de agosto de 2025
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CPMI do INSS: presidente dá bronca prévia em jornalistas; entenda

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG), impôs um tipo de “censura prévia” ao dar uma bronca nos jornalistas que cobrem a reunião de abertura dos trabalhos.

Viana ameaçou suspender a credencial dos profissionais que vazarem informações sigilosas que circularem na comissão, como telefones celulares, e, principalmente, documentos que, segundo ele, estão preservados por sigilo de lei.

“Quero fazer um alerta aos senhores jornalistas que cobrem a CPMI de que toda e qualquer informação particular dos parlamentares, seja telefone celular, seja em computador, seja em relatórios, está preservada por sigilo de lei. Os veículos de comunicação, que nós já tivemos essa experiência, que publicarem informações particulares em computadores, ou relatórios fotografados nesta Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, terão a sua credencial suspensa”, explicou o senador.

“Peço a colaboração dos senhores no respeito a este princípio e à liberdade dos senhores parlamentares de trabalhar nesta comissão”, concluiu.

Restrições à imprensa

Caso semelhante ocorre na CPMI dos atos golpistas de 8 de janeiro, quando o presidente, deputado federal Arthur Maia (União-BA), editou ato com várias restrições ao trabalho dos profissionais de imprensa.

O ato proibiu jornalistas credenciados de interferirem nos trabalhos da CPMI, fazer a captura de imagens de conteúdo privado de integrantes da comissão sem autorização; e divulgar informações privadas ou confidenciais da CPMI sem autorização. Essas “regras” foram repetidas na CPMI do INSS através do senador Carlos Viana.

O deputado Arthur Maia ainda determinou que qualquer violação das novas regras sujeita o profissional a sanções, além de responsabilização civil e penal.

“Embora o direito à liberdade de expressão e seu corolário–consubstanciado na liberdade de imprensa – consistam em pilares do Estado Democrático de Direito, não há direito absoluto no ordenamento jurídico pátrio, de maneira que tal previsão deve ser sopesada com os direitos próprios da personalidade, como o direito à intimidade e proteção da vida privada”, argumentou o deputado no ato.

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Deputado Alfredo Gaspar na abertura da CPMI do INSS

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Deputados Alfredo Gaspar e Bruno Farias na abertura da CPMI do INSS

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Senador Carlos Viana na abertura da CPMI do INSS

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Senador Carlos Viana na abertura da CPMI do INSS

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Parlamentares na abertura da CPMI do INSS

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Deputado Duarte JR. e senador Carlos Viana na abertura da CPMI no INSS

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Deputado Duarte Jr. na abertura da CPMI do INSS

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Senador Carlos Viana na abertura da CPMI do INSS

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Deputado Duarte JR. e senador Carlos Viana na abertura da CPMI no INSS

BRENO ESAKI/METRÓPOLES

Censura

À época, o Sindicato de Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgaram nota em que classificam como censura à imprensa as restrições impostas através do presidente da CPMI.

“Não cabe a uma autoridade do colegiado definir qual jornalista ou fotógrafo pode ou não cobrir uma sessão de uma comissão do Congresso Nacional, ou o que pode o não reportar à sociedade, por isso apelamos para que as decisões sejam revistas. Os profissionais de imprensa não podem ficar à mercê da discricionariedade do presidente da CPMI ou de qualquer outra autoridade de colegiado do Legislativo, sob pena de se fazer avançar o cerceamento ao trabalho dos jornalistas dentro do Congresso Nacional”, explicou a nota.

Com informações Metropoles

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