Especialista lista 7 indicativos de que seu pet talvez não esteja curtindo tanto assim a folia
Carnaval é talvez a festa popular mais democrática, levando multidões para a rua em busca de folia e diversão. E, apesar da vontade de trazer seu fiel companheiro para todo lado, o ambiente com música alta, concentração de pessoas e estímulos vários, pode afetar negativamente seu cão. É cada dia mais comum a presença de animais em bloquinhos de rua, mas a maioria unicamente tolera esse tipo de ambiente, enquanto outros sofrem bastante. Durante momentos de festas, como o Carnaval, reconhecer os indicativos de estresse nos cães é essencial para impedir não unicamente desconforto emocional, mas também problemas de saúde.
O alerta é da veterinária Dra.Aline Ambrogi, docente do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), que explica que os cães possuem sentidos muito mais sensíveis do que os humanos, em particular a audição. Ambientes barulhentos, cheios de estímulos visuais, cheiros intensos e contato físico continuado podem provocar sobrecarga sensorial e emocional.
De acordo com a especialista, os cães se comunicam o tempo todo através do comportamento e da linguagem corporal. O problema é que muitos desses indicativos ainda passam sem que ninguém notasse ou são interpretados de forma equivocada pelos tutores, que precisam ficar atentos.
7 indicativos de que seu pet não está ‘curtindo’ tanto assim a folia
1. Bocejos frequentes e lambedura excessiva dos lábios
Quando aparecem fora do contexto habitual, esses comportamentos não indicam sono ou fome. São indicativos clássicos de estresse e desconforto.
2. Orelhas baixas, cauda entre as pernas ou postura encolhida
A linguagem corporal fala muito. Corpo rígido, cauda baixa ou escondida e orelhas coladas à cabeça indicam medo e falta de segurança, comuns em ambientes barulhentos como bloquinhos e festas.
3. Tentativas incessantes de se afastar ou se esconder
Se o cão puxa a guia para ir embora, procura cantos, colo ou locais fechados, ele está falando claramente: “isso é demais pra mim”.
4. Vocalização fora do padrão
Latidos excessivos, choramingos ou rosnados em animais que normalmente não apresentam esse comportamento podem indicar ansiedade, estresse intenso e sobrecarga sensorial. Ignorar esse sinal pode trazer a reações inesperadas e até à necessidade de atendimento médico-veterinário.
5. Alterações gastrointestinais ou salivação intensa
Vômitos, diarreia ou hipersalivação durante ou depois de a exibição à folia são indicativos físicos comuns em quadros de estresse agudo.
6. Agressividade repentina ou medo exagerado
Um cão que rosna, tenta morder ou se assusta com facilidade está emocionalmente sobrecarregado. Isso é em particular perigoso em ambientes com crianças, fantasias, empurra-empurra e muito barulho.
7. Ofegar excessivamente, mesmo sem calor
Respiração acelerada sem esforço físico ou altas temperaturas pode indicar ansiedade, medo ou dificuldade em lidar com estímulos intensos.
Além do comportamento, Dra. Aline Ambrogi chama a atenção para cuidados básicos que costumam ser negligenciados durante a folia. Um deles é a hidratação.
“Com calor, agitação e estresse, os cães precisam de acesso constante à água fresca. A desidratação pode agravar quadros de mal-estar e comprometer a saúde do animal”, orienta.
Outro momento importante envolve o uso de fantasias, tintas e adereços, pois roupinhas apertadas, acessórios que restringem movimentos ou causam incômodo aumentam o estresse e precisam ser evitados. Pintar o através do com tintas comuns, colar glitter, adesivos autocolantes ou qualquer material não próprio para uso veterinário pode causar intoxicações, alergias, feridas na pele e até ingestão acidental de substâncias tóxicas.
“O que parece inofensivo para humanos pode ser extremamente perigoso para os cães”, alerta a veterinária. “Tintas, colas, glitter e até alguns alimentos típicos de festas são tóxicos para os animais e não devem ser oferecidos ou usados de forma alguma.”
A recomendação da veterinária é clara: Carnaval não é um ambiente natural para a maioria dos cães. O mais seguro é mantê-los em casa, em um local tranquilo, com enriquecimento ambiental, água fresca disponível e, se necessário, música suave ou sons brancos para diminuir o impacto do barulho externo.
“Cuidar também é respeitar limites”, pois o Amor não é expor o animal a tudo, mas defender que ele se sinta protegido e confortável”, reflete Aline.
Sobre a especialista
Aline Ambrogi é médica-veterinária e docente do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), pós-graduada em Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais e mestre em Ciência Animal (USP – FMVZ – SP).
Sobre UniFAJ e UniMAX
Com 26 anos de atuação e mais de 10 mil alunos estabelecidos, o Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ) e o Centro Universitário Max Planck (UniMAX), ambos do Grupo UniEduK, são instituições reconhecidas através do MEC com nota máxima (5). São mais de 50 cursos nas regiões de Saúde, Humanas, Exatas, Tecnologia e Agronegócio, distribuídos entre 8 campi nos municípios de Jaguariúna e Indaiatuba, no interior de São Paulo. A estrutura inclui hospitais veterinários, centros de especialidades médicas, clínicas médicas e laboratórios modernos. O modelo de ensino é baseado em metodologias ativas de aprendizado e os cursos presenciais contam com através do menos 50% de aulas práticas desde o começo, além de certificações intermediárias nas modalidades EAD, extensão, pós-graduação e MBA.


