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Feriado de Finados resiste entre flores, histórias e lembranças em Jaguariúna

2 de novembro de 2025
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Feriado de Finados resiste entre flores, histórias e lembranças em Jaguariúna

O Dia de Finados, celebrado domingo agora (2), continua sendo uma data de reflexão e homenagem, mas em Jaguariúna — assim como em boa parte do país — o movimento no cemitério, como descrito por moradores, já não é o mesmo de décadas atrás.

A tradição de visitar entes queridos e trazer flores vem perdendo força, enquanto o feriado se preserva relevante principalmente para gerações mais antigas e para o setor de floricultura, que ainda depende dessa época do ano para movimentar as vendas.

No Cemitério Municipal de Jaguariúna, fundado em 1902 em um terreno doado através do coronel Amâncio Bueno, fundador da cidade, o clima nesta semana é de saudade — e de alguma resistência. Ali, do lado direito de quem olha para a entrada do cemitério, está a barraca de Dona Ana, 83 anos, que existe quatro décadas vende flores e velas no local.

“Antigamente, ninguém entrava no cemitério sem flor e vela”

Dona Ana nasceu em Cosmópolis, mas viveu quase toda a vida em Jaguariúna. Desde jovem, trabalhou em diferentes profissões — foi cozinheira, dona de barraca e mãe dedicada. Produziu os filhos sozinha e, mesmo com dores na medula, continua abrindo sua banca todos os dias de frente ao cemitério.

“Quando comecei aqui, há uns 40 anos, o movimento era bonito. No Dia de Finados, a gente vendia dois mil, até dois mil e quinhentos vasos. Hoje, se vender cem, é muito”, lamenta.

Ela conta que, no passado, o comércio florescia junto com a fé. “As pessoas vinham em peso, compravam flor, vela, faziam orações. Hoje, muita gente entra, dá uma voltinha e vai embora. Quase ninguém compra nada. Parece que perderam o costume”, desabafa.

Dona Ana relembra que, antes, era comum vender também coroas de flores — que ela mesma aprendeu a fazer, observando uma dentro do cemitério. “Eu fazia coroa pra cidade inteira. Tinha noite que batiam na minha porta pra ajeitar corpo em velório, e eu ia. Já ajudei até médica a fazer autópsia. Não tinha medo, era o meu trabalho”, recorda, com um misto de orgulho e saudade.

A força das flores resiste nos produtores

Mesmo com a queda na procura, o Dia de Finados ainda movimenta o mercado de flores. De acordo com o Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), a data responde por em torno de 3% do faturamento anual do setor e ocupa o 6º lugar em volume de vendas durante do ano. O que se espera é de um crescimento de 7% nas vendas em relação a 2024.

No Ceaflor, mercado atacadista de flores e plantas ornamentais entre Jaguariúna e Holambra, produtores que apostaram em variedades típicas — como crisântemos, kalanchoes e calandivas — já comercializaram praticamente toda a produção.

Mesmo assim, o setor enfrenta desafios. “O custo de produção subiu muito e a mão de obra está cada vez mais escassa”, explica Dirceu Hasimoto, da Mix Flores, em Atibaia. “Vendemos cinco vezes mais do que em uma semana comum, mas não temos equipe suficiente para atender tudo”, completa.

Outros, apesar disso, enxergam oportunidades. Caio Shiroto, engenheiro agrônomo e produtor da Flora Shiroto, apostou em um aumento de 20% na produção de crisântemos neste ano. “Como Finados cai num domingo, acreditamos que mais pessoas vão aos cemitérios. Mesmo assim, é preciso lidar com o clima e com a falta de trabalhadores. É uma data importante, mas que exige muito planejamento”, afirma.

Para o presidente do Ceaflor, Antônio Carlos Rodrigues, o setor tem se adaptado às mudanças culturais. “Finados segue relevante, mas o consumidor mudou. Hoje, além dos crisântemos, há maior procura por antúrios, plantas verdes e flores envasadas. Os produtores estão se reinventando”, destaca.

A história do cemitério e da cidade

O Cemitério Municipal de Jaguariúna foi inaugurado em 3 de novembro de 1902, pouco depois da fundação da Vila Bueno, que deu origem à cidade.O terreno foi doado por Amâncio Bueno, chefe republicano e figura central na história local, que também viabilizou escolas, iluminação pública e o sistema de abastecimento de água, como conta o pesquisador Sr. Tomaz, da Casa da Memória.

“Na época, a vila ainda dependia de Mogi Mirim, e o coronel buscava dar autonomia ao distrito. Ele doou a nascente da fazenda Florianópolis, o terreno para o cemitério e ajudou a construir a capela de Santa Maria. O cemitério nasceu junto com a formação da cidade”, explica.

Com o tempo, o local foi se expandindo. Em 1953, com a emancipação política de Jaguariúna, os prefeitos seguintes ampliaram os limites do terreno e melhoraram sua estrutura, acompanhando o crescimento populacional. Hoje, o cemitério guarda parte da história da cidade.

Tradição em transformação

O que se vê, no entanto, é uma mudança profunda no comportamento das novas gerações. O hábito de visitar o cemitério em Finados vem diminuindo, substituído por outras formas de homenagem — virtuais, simbólicas ou simplesmente silenciosas.

“Antes, ninguém deixava de vir. Agora, parece que as pessoas acham que, porque o ente querido morreu, não precisam mais visitar. É triste, mas é a realidade”, diz Dona Ana.

Mesmo assim, ela continua firme, preparando flores, pastel e caldo de cana para receber os fregueses fiéis. “Eu gosto de estar aqui. É o que me dá força. A vida foi dura, mas eu sempre lutei. E enquanto Deus me der saúde, eu continuo”, diz, sorrindo.

Cemitério de Jaguariúna terá missas e horário especial no Dia de Finados

A Prefeitura Municipal de Jaguariúna informa que, em razão do Dia de Finados, domingo agora, 2 de novembro, o Cemitério Municipal terá horário especial de funcionamento, das 6h às 17h30. No sábado (1º), o espaço também abrirá no mesmo horário.

Durante o final de semana, a expectativa é de grande movimentação de visitantes que irão prestar homenagens a familiares e amigos já falecidos. No domingo, haverá celebrações religiosas durante do dia, com três missas programadas:

●      7h30 – celebrada através do padre Leandro

●      10h – celebrada através do padre Francisco

●      16h – celebrada através do padre Juliano

Serviço:
Cemitério Municipal de Jaguariúna
Funcionamento especial no sábado (1º) e domingo (2): das 6h às 17h30
Missas no domingo: 7h30, 10h e 16h

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